Aldnoah.Zero, o anime de marcianos humanos

3 de outubro de 2014
Posted by Unknown

Olá pessoal.

Chegou ao fim recentemente o anime "Aldnoah.zero" que estreou em julho deste ano. Devo confessar que eu tinha grandes expectativas postas nele devido ao Urobuchi (Mahou Shoujo Madoka Magika, Psycho-Pass) estar envolvido e à seguinte sinopse:

Em 1972 astronautas encontraram na lua uma tecnologia denominada hipergate que possibilitava viagens para Marte de maneira extremamente rápida. Com essa tecnologia os humanos começaram a colonização do planeta vermelho e lá acabaram encontrando uma misteriosa tecnologia, deixada por uma antiga civilização marciana, chamada Aldnoah. Essa tecnologia extremamente avançada fez com que os humanos de marte se declarassem superiores aos terrestres e se declararam o Império Vers. A Terra e Vers acabaram entrando em guerra, mas a tecnologia marciana era avançada de mais e os terráqueos seriam dizimados, se não fosse um evento chamado Heaven's Fall. O Império Vers e a agora Terra Unida reestabeleceram a paz e agora, 15 anos depois, a vinda da princesa marciana Asseylum Vers Allusia promete consilidar essa paz de maneira definitiva. É nesse momento que um atentado contra sua vida acaba por ser o estopim de uma nova guerra entre os planetas.
 Pois bem.

Logo no início do anime somos apresentados aos nossos protagonistas, o garoto gênio em estratégia militar e exímio piloto da unidade mecha KG-6 Sleipnir Inaho Kaizuka e Slaine Troyard, filho de um cientista terrestre e que está sob a guarda de um de um dos condes marcianos.

O Anime começa bem, dando uma boa apresentação dos acontecimentos históricos relevantes para situar o tele-espectador, mostrando de maneira natural alguns efeitos que o pós-guerra trouxe para as vidas humanas, como o treinamento militar nas escolas, e uma rápida apresentação dos personagens que irão compor o núcleo da trama. E é nesse ponto que uma das coisas mais desagradáveis no anime nos é mostrada: a personalidade de Inaho.

Inaho é simplesmente mais daqueles personagens super inteligentes e frios que não se deixam afetar por nada. E quando digo nada, me refiro a presenciar coisas desse tipo, pessoalmente:




Olá pessoas,

Recentemente acabei a terceira temporada de Sherlock, série da BBC estrelada por Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes) e Martin Freeman (Dr. John Watson).

Como é presumível, a série busca adaptar os livros de Sherlock Holmes escritos por Sir Arthur Conan Doyle, com o diferencial de se passar nos dias atuais. Muitos, assim como eu, poderiam pensar q esse fator temporal viria a prejudicar a adaptação mas, muito pelo contrário, a série é tão bem adaptada que aqueles desavisados nem pensariam q os livros foram escritos em um século passada, dada a maneira como a direção consegue casar os fatos importantes dela com elementos atuais de maneira tão natural que o propósito original da história passa praticamente imaculado.

A série é bem curta, contando atualmente com apenas três temporadas de míseros três episódios cada, que no entanto conseguem desenrolar muito bem a trama.

Gostei bastante dela porém, a terceira temporada me agradou menos por alguns motivos que não vou citar para evitar spoilers, mas posso dizer q um deles foi o próprio fato de terem feito ela. Ademais, já que foi produzida, espero ansiosamente pela quarta , já que o desfecho da terceira promete uma quarta temporada bem mais agradável de se assistir.

A título de conclusão, recomendo que assistam Sherlock. É uma ótima série, perfeita tanto para quem não tem muito tempo tanto para quem o tem.

Vocês podem encontrar ela no Netflix.

Até a próxima.


Eis um livro que terminei recentemente e gostei muito, "Mistborn: O Império Final" de Brandon Sanderson, mesmo escritor de Elantris, publicado no Brasil pela LeYa.

Depois da ressaca de praticamente um ano lendo os livros d'As Crônicas de Gelo e Fogo e d'A Crônica do Matador do Rei, Mistborn se saiu uma leitura magnificamente gratificante e bem-vinda.

Não que seja melhor que as duas coleções citadas, na verdade acho difícil decidir se é ou não melhor, mas por possuir características diferentes, mesmo se tratando de outra fantasia.

Bem, antes de mais falação, a sinopse:
"Certa vez, um herói apareceu para salvar o mundo. Um jovem com uma herança misteriosa, que desafiou corajosamente a escuridão que sufocava a Terra.
Ele falhou.
Desde então, há mil anos, o mundo é um deserto de cinzas e brumas, governado por um imperador imortal conhecido como Senhor Soberano. Todas as revoltas contra ele falharam miseravelmente.
Nessa sociendade onde as pessoas são divididas entre nobres e skaa - classe social mais inferior -, Kelsier, um ladrão bastardo, se torna a única pessoa a sobreviver e escapar da prisão brutal do Senhor Soberano, onde ele descobriu ter os poderes alomânticos de um Nascido da Bruma - uma magia poderosa e proibida. Agora, Kelsier planeja o seu ataque mais ousado: invadir o palácio para desvendar o segredo do Senhor Soberano e destruí-lo. Para ter sucesso, Kel vai depender também da determinação de uma heroína improvável, uma menina de rua que precisa aprender a confiar em novos amigos e dominar seus poderes." - Retirada do livro.
A sinopse nos apresenta um apanhado geral bem fiel do mundo do livro e da missão dos personagens, mas passa longe de fazer entende o quão grandiosa ela é.

A princípio temos a impressão de que não será uma missão impossível para alguém como Kelsir, que possui uma "magia poderosa e proibida", afinal, mesmo o Senhor Soberano tendo vivido mais de mil anos, uma magia poderosa o suficiente para ser proibida deve conseguir detê-lo. Bem, a verdade sobre isso pode ser conferida no desfecho do confronto entre Kel e o Senhor Soberano.

Mistborn possui um sistema de poderes - não os vejo como magia - muito bem elaborado, apesar de simples, a alomancia. Ela é a capacidade de ingerir um metal e extrair algum poder dele e pode ser usada por dois tipo de alomânticos, os brumosos, capazes de usar apenas um metal, e os Nascidos da Bruma, que podem utilizar todos os metais. Existem ao todo 10 metais com habilidades diferentes que eu não direi, leiam o livro!

O mundo de Mistborn é um mundo morto. Suas plantas são marrons e cinzentas, quando conseguem sobreviver, grande parte da terra - se não ela toda - aparenta ser árida ou semi-árida, ao cair da noite uma espessa bruma simplesmente surge e chove cinzas praticamente todos os dias.

É nesse mundo que os skaa, classe social mais baixa à qual nossos heróis pertencem, vivem suas vidas sofridas para alimentas e satisfazer os nobre, a classe social dominante, mas não predominante.

Os skaa são um povo sem força de vontade, acostumados à opressão e possibilidade de ter sua vida tomada para atender aos caprichos de um nobre. Na verdade os nobre aparentam nem enxergar os skaa como humanos, ou não sabem que são, como pode ser percebido em certos diálogos.


É desse cenário que surgem os personagens centrais do livro, as gangue de Kelsier, skaa que não se conformam com a exploração e opressão e querem mudar isso da maneira mais radical que se poderia imaginar, derrubando o império e seu governante, o Senhor Soberano, tido como um deus.


Com esse plano de fundo e objetivo, Brandon realiza o que há de melhor no seu livro, o desenvolvimento dos personagens.

O Império Final é um livro de fantasia e, como tal, possui características fantasiosas por todos os lados, que são deixadas de lado em prol da veridicidade dos personagens. Todos eles possuem motivações críveis e muito boas para suas ações, até mesmo os menos abordados, que os tornam incrivelmente reais.

Dentre eles, em minha humilde opinião, a personagem que mais merece destaque por seu crescimento é Vin, que junto a Kelsier tem suas motivações exploradas a fundo. O grande ponto de Vin que a faz merecer um destaque maior que Kelsier é o crescimento dela. Kelsier é um personagem carismático e decidido com ideias complexas e um passado sombrio. Vin é uma ladra que foi abandonada pela família e acha todos irão traí-la, sempre. 

Partindo desse ponto podemos testemunhar como os membros da gangue, principalmente Kelsier e Sazed, contribuem para a evolução dela que cresce de maneira incrível conforme o livro transcorre, tornando até mesmo difícil crer que a personagem do fim do livro é a mesma do início.

Infelizmente, não posso falar muito sobre o desenvolvimento de sua personalidade, já que seria uma carga inaceitável de spoilers, mas digo, se o livro tratasse apenas dela, já teria valido a leitura.

Acima de tudo isso, o que achei de mais gratificante e que vai contra o que as duas séries que citei anteriormente fazem, ele conta uma história fechada.

Toda a história da revolução de Kelsier é contada em O Império Final, assim fazendo do livro uma história fechada que reserva aos próximos dois volumes da trilogia a incerteza do futuro. Ela com certeza possui um final que abre mistérios a serem solucionados e que servem de motivação para ler os próximos livros, mas não deixa um fim aberto que cause certa agonia e desespero para a leitura do próximo livro, que demorará uma eternidade para ser lançado (estou falando de você Geroge R. R. Martin e Patrick Rothfuss), ele te proporciona o prazer de uma história lida até seu fim e a certeza de que ainda há mais a ser lido no futuro.

Um prazer indescritível perto do que vinha lendo ultimamente.

E para fechar, não poderia deixar de falar da ilustração que irá compor as capas de todos os livros da trilogia (lá no topo), feita pelo incrível Marc Simonetti, que será dividade entre os três livros. Um desenho verdadeiramente lindo. Ainda não parei de encontrar detalhes nele.

É isso, até a próxima e leiam Mistborn! 




Já faz um tempo, a JBC havia anunciado o lançamento de um mangá em volume único chamado "O Cão Que Guarda As Estrelas" alardeando que este é um mangá incrível, vencedor de vários prêmios e que teria uma edição decente (caprichada, segundo outros). Fiquei curioso e resolvi comprar, era um volume único afinal.

E qual não foi minha surpresa quando o tive em mãos e contatei que a JBC estava realmente falando a verdade, e não exagerando como costuma fazer.

Achei a tradução muito bem feita. A impressão ficou muito boa com o papel usado (não é aquele jornal reciclado de sempre).

Mas vamos focar no que interessa.

O mangá de Takashi Murakami, originalmente chamado de "Hoshi Mamoru Inu", ao decorrer de suas 127 páginas nos conta a história de um cachorro e seu dono, pela visão do cachorro, que devido a certos acontecimentos estão numa viajem de carro à cidade natal do dono.

Não pretendo me aprofundar mais que isso para evitar spoilers sobre o desenrolar da história, em vez disso vou falar sobre o que eu achei da obra.

O mangá realmente merece o título de "Livro para chorar" com sua história bela e comovente que, mesmo assim, é bem leve e agradável. O fato de ser usado o ponto de vista do cachorro torna os acontecimentos que seriam vistos de maneira preocupada e talvez até obsessiva por um personagem humano, em nada mais que o plano de fundo de um alegre passei de carro. Essa maneira como os problemas são deixados de lado torna a leitura muito agradável, e até fácil de se esquecer que a história é um drama em certos momentos.

A obra me fez rir e me deixou abatido com seu desfecho. A segunda parte presta uma bela homenagem a nossos protagonistas e nos apresenta uma história igualmente bela, que nos leva à conclusão de que, mais do que um mangá sobre morte e outros problemas da vida, "O Cão Que Guarda As Estrelas" é sobre como um amigo, um cão nesse caso, pode fazer a diferença nos momentos mais difíceis de nossas vidas. 

É um mangá que fala sobre o valor de uma amizade sincera.
Título: Ciclo da Herança
Título Original: Inheritance Cycle
Autor: Christopher Paolini
Ano: 2002 - 2011 
Volumes: 4
Editora: Rocco
Gênero: Fantasia Épica

Sinopse: 
Eragon é uma história repleta de ação, vilões e locais fantásticos, com dragões e elfos, cavaleiros, luta de espada, inesperadas revelações e uma linda donzela. Inspirado em J.R.R. Tolkien, que criou idiomas para os diálogos de seus personagens, Paolini utiliza o norueguês medieval para a linguagem dos elfos e inventa expressões específicas para os anões e os urgals, de modo a dar veracidade ao lendário reino de Alagaësia, onde a guerra está prestes a começar.
O protagonista é um jovem de 15 anos que, ao encontrar na floresta uma pedra azul polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império, na qual ele é a peça principal. A vida de Eragon muda radicalmente ao descobrir que a pedra azul é, na realidade, um ovo de dragão. Quando a pedra se rompe e dela nasce Saphira, Eragon é forçado a se converter em herói.
Involuntariamente, o jovem é lançado para um arriscado mundo novo movido pelas tramas do destino, da magia e do poder. Empunhando apenas uma espada lendária e seguindo as sábias palavras de um velho contador de histórias, Eragon e o leal dragão terão de se aventurar por terras perigosas e enfrentar inimigos das trevas em um Império governado por um rei cuja maldade não conhece fronteiras.
A Eragon foi dada a responsabilidade de alcançar a glória dos lendários heróis da Ordem dos Cavaleiros de Dragões. Será que conseguirá vencer os obstáculos que o destino lhe reservou? As escolhas de Eragon poderão salvar – ou destruir – o mundo em que vive.
(Sinopse retirada do Sobre Livros)

Opinião:
Bem, há tanto o que falar e tão poucas palavras pra expressar.
O Ciclo da Herança é uma de minhas sagas favoritas, possui uma narrativa envolvente, embora lenta em alguns pontos, os personagens são cativantes, a quantidade de seres mágicos e como eles são apresentados é o sonho de qualquer um que já leu Senhor do Anéis e sempre quis ver mais daquilo, principalmente os elfos - Elesméra, a capital dos elfos é minha cidade preferida e possui uma descrição fantástica. Aliás, a descrição das paisagens feita nos quatro livros é realmente uma das características mais marcantes dessa saga, todas muito bem feitas, de forma a levar o leitor a imaginar de forma fiel os cenários fantásticos que, de outra forma, seriam difíceis de serem imaginados.
Outro aspecto interessante na saga é como são tratadas as lutas com espada e principalmente a magia, que é explicada de maneira extremamente detalhada e que deixa poucas - ou quase nenhuma - brexa ou falha em sua mecânica, o que torna o segundo melhor sistema de magia que já encontrei.
Não há muito o que falar sobre a saga sem dar spoilers, então, pretendo tratar dela em artigos separados por livros, esses sim contendo spoilers e com mais detalhes. Aqui deixo simplesmente a recomendação para que leiam o Ciclo da Herança, não se arrependerão.

Os livros podem ser obtidos na Saraiva.
É definitivo. Esse cara, é o melhor cosplayer de Gandalf que existe!






You shall not pass, Deadpool!

Ah, como eu queria testemunhar uma coisa dessas.

Vi lá no Ah Negão!
Como eu to achando que já passava de hora de fazer jus ao lema do blog e começar a postar qualquer coisa, resolvi trazer um mega AMV de Evangelion 2.22 (contém spoillers).

Confiram:


Ah! Eu amo Evangelion!

Mas que não ama?



Bônus:
Encontrei essa aqui perdida no PC. Se não me engano, é de um dos artbooks.

Título: Arawn
Roteiro: Ronan Le Breton
Arte: Sébastien Grenier
Ano: 2008
Volumes: 5

Sinopse:
Monstro. Demônio. Abominação. Os homens imaginam que eu sou o Diabo. Mas o que eles sabem do Senhor dos Infernos? Que sabem do Bem e do Mal
Os homens... Pequenas e frágeis criaturas que vivem no medo. seres estúpidos, cegos e limitados. Os homens são ignorantes...
Eu me chamo Arawn. Eu sou o Senhor das Terras Queimadas. O Rei dos Infernos. O Soberano dos Mortos. Os humanos me temem. Eles tem razão. Eu ignoro a piedade. Eu abomino a fraqueza. Eu sou o deus da cólera. O deus vingador...
Porém, não foi sempre assim. Eu já fui um homem, saído do ventre de uma mulher..
O primeiro volume, conta a profecia Celta do surgimento de um deus, e como os mensageiros dos elementos: a água, o fogo, a terra e o ar, revelaram quatro coisas. Siamh terá quatro filhos, quatro heróis... um Urso, um Cervo, uma Serpente e um Abutre... O primeiro será igual a um deus. O segundo terá o coração devorado por vermes, o terceiro será assassinado enquanto dormir, o último trairá seu sangue. Eles lhe prometeram mais: o ódio, o vazio... seus quatro filhos com suas Relíquias Sagradas se enfrentariam numa luta sem misericórdia, e nenhum sobreviverá!

Opinião:
Como dito acima, Arawn irá nos contar a história dos filhos de Siamh, destinados a se tornarem heróis. Destinados a se tornarem reis! Destinados a lutar entre si. 
Nossa estória é contada por ninguém mais que o Senhor do Inferno, o Deus da Morte!
Com uma narrativa dinâmica, bem estruturada e com um vocabulário que remete à tempos medievais, Arawn nos faz mergulhar num mundo onde a espada é a arma que rege o mundo, onde ordas de bestas, demônios, seres mágicos, poderosos deuses e homens corajosos se levantam para lutar nas mais épicas guerras, onde as forças das trevas trabalham constantemente para trazer o caos ao mundo, tudo isto unido por uma força que ninguém pode controlar: o destino.
Com uma arte magnífica e que não é comumente vista em comics americanos, a saga do Deus da Morte nos faz ler todos os seus volumes com a mesma sede de um homem abandonado no deserto beberia uma garrafa de água. Simplesmente uma incrível HQ e, de longe, a melhor que já li até hoje. Está fora das minhas capacidades descrever como é magnífica esta obra. Só posso lhes dar um conselho: leiam Arawn e vocês não irão se arrepender!

Arawn é uma HQ européia que está sendo atualmente traduzida pelo grupo Ndrangheta & DecK'Art e pode ser lida AQUI!

Black Rock Shooter

23 de junho de 2013
Posted by Unknown
Título: Black★Rock Shooter
Título Alternativo: B★RS
Ano: 2012
Estúdio: Ordet
Diretor: Yoshika Shinobu
Episódeos: 08 (+ 1 OVA)
Gêneros: Ação, Drama, Escolar, Sobrenatural.

Sinopse:
Essa história não se passa somente no mundo em que você conhece. Em um outro mundo, uma garota de cabelos negros, roupas escuras e uma chama azul brilhante nos olhos, chamada Black Rock Shooter, trava lutas com inimigos realmente poderosos, até a morte.
Ao mesmo tempo, Kuroi Mato entra no ginásio, e conhece uma garota, Takanashi Yomi, com um sobrenome muito incomum. Mato deseja se tornar amiga dessa garota, mas não vai ser tão fácil quanto parece.
Mato também encontra várias pessoas coloridas ao seu redor, como a elétrica conselheira, e a capitã cheia de fogo, do seu time de basquete.
Então, um dia, a oportunidade de Mato se tornar amiga de Yomi aparece. As duas descobrem ter um gosto em comum. Um livro infantil, chamado de “O pequeno pássaro e as cores”. Só que uma outra pessoa acaba se envolvendo no meio desse momento feliz, e as coisas não acabam tão bem assim…
Essa é a história de Mato e Black Rock Shooter. Duas garotas, dois mundos. Começa assim a história de sua “dor”.

Opinião:
Black Rock Shooter é um anime curto, mas que consegue agradar. Ele nos mostra como nossas relações com as pessoas podem nos afetar e afetar as pessoas ao nosso redor - de maneira bem exagerada - e como isso pode ser bom ou ruim.
De um lado temos Kuroi Mato que sofre por causa dessas relações, mostrando o lado profundo e complexo - para seus 8 episódios - do anime. Do outro nos deparamos com a Black Rock Shooter uma garota que usa sua espada - ocasionalmente - e seu discreto canhão para lutar contra outras garotas, todas buscando aliviar suas dores e sofrimentos. Tal lado nos mostra lutas rápidas, dinâmicas e que esbanjam poder destrutivo, mostrando que os personagens conseguem fazer mais estrado em um mundo durante a curta duração da série do que os de algumas animes se mais de 100 episódios por aí. 
BRS balanceia bem seu lado profundo e psicológico com o lado dinâmico e brutal das lutas, dividindo-os em dosagens ponderadas e rápidas, fazendo com que o espectador fique com toda sua atenção presa ao anime e ansioso para ver como se dará o desfecho.
Em suma, Black Rock Shooter é um bom anime, que agrada tanto os que gostam de algo mais psicológico quanto os que preferem uma boa luta e, com seus poucos episódios, se torna rápido de assistir e toma pouco tempo, daqueles que não o têm. Recomendo que o assistam!

Black Rock Shooter foi legendado pelo Aenianos e você pode encontra-lo para download AQUI!
Título: Utsuro no Hako to Zero no Maria
Título alternativo: HakoMari
Autor: Eiji Mikage
Arte: Testuo
Ano de publicação: 2009/??
Volumes: 06 atualmente
Gêneros: Ação, Comédia, Mistério, Psicológico, Romance leve, Vida escolar.

Sinopse:
Kazuki Hoshino é um aluno do colegial comum e inofensivo, que valoriza acima de tudo seu cotidiano. Uma vida normal e pacifica aonde ele vai para escola, come umaibos, fala bobagens e ri com seus amigos Haruaki, Daiya e Kokone, nada pode trazer mais felicidade para ele do que isso. A não ser talvez ter seu amor secreto por Kasumi Mogi correspondido. Mas essa vida tranquila se tornou um sonho distante desde que a estudante transferida Aya Otonashi chegou na sala e logo declarou: “Kazuki Hoshino, estou aqui para destruir você!”. 

Opinião:
Utsuro é uma ótima light novel, possui uma leitura fácil e rápida, suas descrições são curtas porém, suficientes para que se monte toda a cena em sua imaginação. A narrativa é em primeira pessoa e segue o protagonista, Kazuki, proporcionando assim uma experiência de leitura que te faz devorar a light novel já que, tendo o ponto de vista do protagonista, muitas coisas acabam não ficando claras de imediatas, coisas que poderiam até ser óbvias em uma narração em terceira pessoa passam despercebidas ou ficam confusas pelo fato de se observar os acontecimentos do ponto de vista do protagonista, que não é o mais inteligente da estória, e que constantemente nos confronta com seus próprios pensamentos e deduções sobre os mistérios envolvidos na trama, esses podendo ou não ser verdade, mas que o leitor acaba aceitando devido ao grande envolvimento que a narrativa proporciona, fazendo literalmente com que o leitor mergulhe na estória e se veja pensando o que o protagonista pode fazer em determinadas situações e se surpreendendo muitas vezes ao se ver certo, ou errado.
Em suma, é uma ótima obra que te leva a incorporar o papel de protagonista e que te prende até o final e depois deixa aquele gostinho de quero mais.

Utsuro no Hako to Zero no Maria se encontra atualmente sendo traduzido pela Light Novel Porject e pode ser lido AQUI.
Título: Nijigahara Holograph
Autor: Inio Asano
Arte: Inio Asano
N° de volumes: 1 Volume (único)
Ano de lançamento: 2003
Gênero: Adulto, Drama, Psicológico, Seinen, Tragédia

Sinopse: 

Suzuki é um garoto com problemas. Ele viveu com pais que não se preocupavam a maior parte de sua vida, era excluído pelas outras crianças na sua escola, dono de uma mentalidade cínica e infeliz. Komatsuzaki é um valentão violento, imprevisível, cujo trauma na cabeça o faz agir de jeito misteriosos, inexplicáveis. Arakawa é uma garota dentro dos padrões, normal, que tem um desejo por Komatsuzaki mas nunca poderá tê-lo. Uma professora com apenas um olho bom. Uma mãe que cometeu suicídio. Uma filha num coma sem fim. Tentativas de estupros, extorsões, apelações sexuais e uma esquisita explosão na população de borboletas. Todos esses elementos estão enrolados juntos numa estória que atravessa 10 anos, um conto sobre a escuridão, dor e o apocalipse. E, talvez, só um pouco de esperança e redenção. É uma passagem espiritual entre a malevolência misantrópica do subúrbio da Margem do Rio Kyoko Okazaki e o misticismo assustador de Donnie Darko.


Opinião:

Bem, como é de se esperar de um mangá de Inio Asano criador de obras como Solanin e seu atual mangá Oyasumi Punpun, nós nos deparamos com uma trama complexa e, à primeira vista, sem pé nem cabeça. Nijigahara Holograph é com certeza uma obra difícil de se entender e que exige uma - ou mais - leitura muito atenta aos detalhes. A estória se foca principalmente em mostrar dois períodos de tempo, sendo um a infância dos personagens e o outro eles já adultos, no presente, intercalando entre ambos e fazendo com que o leitor para algumas vezes para encaixar os acontecimentos de forma coerente. O enredo tem um desenvolvimento muito bom para um mangá que possui apenas 1 volume e narra sua estória de maneira bastante peculiar, uma característica essa de Inio Asano, que busca sempre se focar nos pensamentos e nas personalidades dos seus personagens. Os personagens de Nijigahara Holograph são complexos e possuem pensamentos que podem causar certo impacto aos que não conhecem outras obras do autor porém, devido ao tamanho da obra, algumas coisas acabam não ficando muito claras ao final, tanto com relação aos personagens quanto à obra em sí, o que não é não é prejudicial ao resultado final mas que me deixou pessoalmente decepcionado.

Em resumo, Nijigaha Holograph é um ótimo mangá de volume único para aqueles que apreciam o gênero seinen, que requer muita atenção ao ser lido e possui uma trama bastante confusa numa primeira impressão mas que se mostra envolvente de maneira bastante peculiar. Leitura muito recomendada! Vale muito a pena!

O mangá foi traduzido pelo OneMan Scanlator tendo seu capítulo 11 traduzido pelo Fuji Scan.

Aqueles interessados podem ler o mangá AQUI.

Até a próxima pessoas.

O pesadelo...

7 de abril de 2013
Posted by Maria Lima


" Mas lá no alto, no topo de tudo, há aquela casa aonde mora tudo que é de mais obscuro e insano.
   Á noite se ouve passos, correntes, gritos de dor e zumbidos de outro planeta. Ninguém sabe o que pode ser.
  Em sua volta há morcegos, corujas, urubus e toda a neblina que não se pode enxergar. Tudo é um vazio no meio de algo cheio. Ao olhar para baixo só se vê escuridão profunda em um abismo de medo e solidão.
  E assim, não sabendo por qual motivos, você acorda em tal lugar. Ao olhar em volta, portas e janelas trancadas e, mesmo assim o vento zuni ao seu redor. Em um momento lúcido e silencioso a porta principal se abre, a primeira coisa que se aparece é uma foice. Bela, ela é. Brilhante e cintilante. 
        Após tal monumento, um ser pretensioso, aonde não consegues ver o rosto, entra e citas tais palavras:
  
-Hora de levar a alma perdida ao canto mais obscuro. Aonde tudo é medo, tristeza, dor e solidão. Aonde o mal habita. Aonde os gritos são abafados por tudo o que é de ruim.
  
  Sabes que é para você. E no momento fúnebre de sua morte, você abre os olhos e vê que o seu pior pesadelo tinha acabado de te salvar." 

- Maary

Review Mangás #1: Fullmetal Alchemist

23 de março de 2013
Posted by Unknown

Hoje irei falar sobre Fullmetal Alchemist! O que seria melhor do que o mangá do baixinho mais invocado do exército para estrear a coluna de review de mangás do que esse?

Fullmetal Alchemist é um mangá shonen escrito por Hiromu Arakawa pela Shonen Gangan e teve sua serialização encerrada em 2010 com 27 volumes. No Brasil ele foi publicado pela editora JBC em 54 volumes de tamanho pocket.



O mangá nos trás a estória dos irmãos Alphonse e Edward Elric que estão em busca da pedra filosofal para restaurar seus corpos e para isso ingressam no exército como alquimistas federais onde irão se deparar com muitas conspirações e segredos à cerca da pedra filosofal.

O mangá nos apresenta personagens muito bem desenvolvidos e com ótimos backgrounds, muitos até com aspectos seinen, como os protagonistas que vão em uma busca, não por algo nobre, mas para satisfazer seu próprio desejo egoísta de recuperar seus corpos após uma transmutação humana mal sucedida e quase não se importam com os meios para isso.                                                                                               
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Também temos os mocinhos que ajudam os protagonistas apenas por interesse pessoal e que buscam dinheiro e poder. Claro, como toda obra shonen, os protagonistas e mocinhos acabam desviando de seus motivos egoístas uma hora ou outra para um bem maior, desvio esse que certas vezes se mostra bem forçado, porém, em outras se mostra natural dependendo da citação em que os personagens se encontram.

Os vilões são outros com boas características seinen, e que são muito importantes para o desenvolvimento do enredo. Dentre esses vilões estão os homunculus, que recebem, cada um, o nome de um pecado capital e cuja única meta é um genocídio. Pouca coisa, não? Eles também são responsáveis por quase tudo de pior que ocorre ao decorrer da estória e são quase invencíveis. Definitivamente ótimos vilões, daqueles que você consegue ser fã e mesmo assim desejar muito que morram.

Como em toda boa obra shonen, também existem aqueles personagens inúteis, tanto mocinhos quanto vilões, que não servem pra nada e também aquele romance que o autor abandona esquecido.

A arte do mangá não é uma das mais impressionantes, porém não é ruim e consegue ser bem agradável, com bom enquadramento e cenários muito bonitos e que são baseados em nosso mundo, com toques da particularidade do mundo onde se passa Fullmetal.
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As lutas são muito bem feitas, com uma movimentação esclarecida e um enquadramento simples mas que ajuda a acompanhar facilmente as lutas, onde a arte também não decepciona.
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O final é um típico final shonen com toda aquela coisa de grupo reunido para assistir o protagonista derrotar o grande vilão com um poder repentino, porém, com um jeito que apenas Fullmetal tem e que faz com que, mesmo sendo um clichê, ainda seja um ótimo final.

Ao todo, é uma ótima obra e a recomendo muito.
Dou nota 4 para Fullmetal Alchemist.

Leitura online: Central de Mangás

Review Livros #1: A casa das Sombras

19 de março de 2013
Posted by Maria Lima
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  Se mostrando sombria e completamente maléfica, Patrícia Highsmith, escreve histórias com um mistério profundo. O livro “A casa das sombras” relata contos nem sempre ou totalmente solucionados. Não são histórias reais mas dá uma inspiração forte e até um medo súbito de certas coisas que o livro mostra.
  
  O livro junto a autora tende a ter uma descrição perfeita e bem dissertada. Sem argumentos próprios ou opiniões, Patrícia Highsmith, mostra um lado que é próprio dela, sendo ele um talento extraordinariamente sinistro para escrever contos, que chegam a perturbar a mente.
  
  Tendo como opinião própria o livro tem a minha nota como 3,5. Pois ele passa um mistério perfeito mesmo que aja uns finais superficiais e difíceis de se entender.

- Editora: Benvirá

- Maary
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