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Já faz um tempo, a JBC havia anunciado o lançamento de um mangá em volume único chamado "O Cão Que Guarda As Estrelas" alardeando que este é um mangá incrível, vencedor de vários prêmios e que teria uma edição decente (caprichada, segundo outros). Fiquei curioso e resolvi comprar, era um volume único afinal.
E qual não foi minha surpresa quando o tive em mãos e contatei que a JBC estava realmente falando a verdade, e não exagerando como costuma fazer.
Achei a tradução muito bem feita. A impressão ficou muito boa com o papel usado (não é aquele jornal reciclado de sempre).
Mas vamos focar no que interessa.
O mangá de Takashi Murakami, originalmente chamado de "Hoshi Mamoru Inu", ao decorrer de suas 127 páginas nos conta a história de um cachorro e seu dono, pela visão do cachorro, que devido a certos acontecimentos estão numa viajem de carro à cidade natal do dono.
Não pretendo me aprofundar mais que isso para evitar spoilers sobre o desenrolar da história, em vez disso vou falar sobre o que eu achei da obra.
O mangá realmente merece o título de "Livro para chorar" com sua história bela e comovente que, mesmo assim, é bem leve e agradável. O fato de ser usado o ponto de vista do cachorro torna os acontecimentos que seriam vistos de maneira preocupada e talvez até obsessiva por um personagem humano, em nada mais que o plano de fundo de um alegre passei de carro. Essa maneira como os problemas são deixados de lado torna a leitura muito agradável, e até fácil de se esquecer que a história é um drama em certos momentos.
A obra me fez rir e me deixou abatido com seu desfecho. A segunda parte presta uma bela homenagem a nossos protagonistas e nos apresenta uma história igualmente bela, que nos leva à conclusão de que, mais do que um mangá sobre morte e outros problemas da vida, "O Cão Que Guarda As Estrelas" é sobre como um amigo, um cão nesse caso, pode fazer a diferença nos momentos mais difíceis de nossas vidas.
É um mangá que fala sobre o valor de uma amizade sincera.
Título: Nijigahara Holograph
Autor: Inio Asano
Arte: Inio Asano
N° de volumes: 1 Volume (único)
Ano de lançamento: 2003
Gênero: Adulto, Drama, Psicológico, Seinen, Tragédia
Suzuki é um garoto com problemas. Ele viveu com pais que não se
preocupavam a maior parte de sua vida, era excluído pelas outras
crianças na sua escola, dono de uma mentalidade cínica e infeliz.
Komatsuzaki é um valentão violento, imprevisível, cujo trauma na cabeça o
faz agir de jeito misteriosos, inexplicáveis. Arakawa é uma garota
dentro dos padrões, normal, que tem um desejo por Komatsuzaki mas nunca
poderá tê-lo. Uma professora com apenas um olho bom. Uma mãe que cometeu
suicídio. Uma filha num coma sem fim. Tentativas de estupros,
extorsões, apelações sexuais e uma esquisita explosão na população de
borboletas. Todos esses elementos estão enrolados juntos numa estória
que atravessa 10 anos, um conto sobre a escuridão, dor e o apocalipse.
E, talvez, só um pouco de esperança e redenção. É uma passagem
espiritual entre a malevolência misantrópica do subúrbio da Margem do
Rio Kyoko Okazaki e o misticismo assustador de Donnie Darko.
Opinião:
Bem, como é de se esperar de um mangá de Inio Asano criador de obras como Solanin e seu atual mangá Oyasumi Punpun, nós nos deparamos com uma trama complexa e, à primeira vista, sem pé nem cabeça. Nijigahara Holograph é com certeza uma obra difícil de se entender e que exige uma - ou mais - leitura muito atenta aos detalhes. A estória se foca principalmente em mostrar dois períodos de tempo, sendo um a infância dos personagens e o outro eles já adultos, no presente, intercalando entre ambos e fazendo com que o leitor para algumas vezes para encaixar os acontecimentos de forma coerente. O enredo tem um desenvolvimento muito bom para um mangá que possui apenas 1 volume e narra sua estória de maneira bastante peculiar, uma característica essa de Inio Asano, que busca sempre se focar nos pensamentos e nas personalidades dos seus personagens. Os personagens de Nijigahara Holograph são complexos e possuem pensamentos que podem causar certo impacto aos que não conhecem outras obras do autor porém, devido ao tamanho da obra, algumas coisas acabam não ficando muito claras ao final, tanto com relação aos personagens quanto à obra em sí, o que não é não é prejudicial ao resultado final mas que me deixou pessoalmente decepcionado.
Em resumo, Nijigaha Holograph é um ótimo mangá de volume único para aqueles que apreciam o gênero seinen, que requer muita atenção ao ser lido e possui uma trama bastante confusa numa primeira impressão mas que se mostra envolvente de maneira bastante peculiar. Leitura muito recomendada! Vale muito a pena!
O mangá foi traduzido pelo OneMan Scanlator tendo seu capítulo 11 traduzido pelo Fuji Scan.
Aqueles interessados podem ler o mangá AQUI.
Até a próxima pessoas.
O mangá foi traduzido pelo OneMan Scanlator tendo seu capítulo 11 traduzido pelo Fuji Scan.
Aqueles interessados podem ler o mangá AQUI.
Até a próxima pessoas.
Review Mangás #1: Fullmetal Alchemist
23 de março de 2013
Posted by Unknown
Tag :
Banda Desenhada,
Mangás
Hoje irei falar sobre Fullmetal Alchemist! O que seria melhor do que o mangá do baixinho mais invocado do exército para estrear a coluna de review de mangás do que esse?
Fullmetal Alchemist é um mangá shonen escrito por Hiromu Arakawa pela Shonen Gangan e teve sua serialização encerrada em 2010 com 27 volumes. No Brasil ele foi publicado pela editora JBC em 54 volumes de tamanho pocket.
O mangá nos trás a estória dos irmãos Alphonse e Edward Elric que estão em busca da pedra filosofal para restaurar seus corpos e para isso ingressam no exército como alquimistas federais onde irão se deparar com muitas conspirações e segredos à cerca da pedra filosofal.
O mangá nos apresenta personagens muito bem desenvolvidos e com ótimos backgrounds, muitos até com aspectos seinen, como os protagonistas que vão em uma busca, não por algo nobre, mas para satisfazer seu próprio desejo egoísta de recuperar seus corpos após uma transmutação humana mal sucedida e quase não se importam com os meios para isso.
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Os vilões são outros com boas características seinen, e que são muito importantes para o desenvolvimento do enredo. Dentre esses vilões estão os homunculus, que recebem, cada um, o nome de um pecado capital e cuja única meta é um genocídio. Pouca coisa, não? Eles também são responsáveis por quase tudo de pior que ocorre ao decorrer da estória e são quase invencíveis. Definitivamente ótimos vilões, daqueles que você consegue ser fã e mesmo assim desejar muito que morram.
Como em toda boa obra shonen, também existem aqueles personagens inúteis, tanto mocinhos quanto vilões, que não servem pra nada e também aquele romance que o autor abandona esquecido.
A arte do mangá não é uma das mais impressionantes, porém não é ruim e consegue ser bem agradável, com bom enquadramento e cenários muito bonitos e que são baseados em nosso mundo, com toques da particularidade do mundo onde se passa Fullmetal.
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As lutas são muito bem feitas, com uma movimentação esclarecida e um enquadramento simples mas que ajuda a acompanhar facilmente as lutas, onde a arte também não decepciona.
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O final é um típico final shonen com toda aquela coisa de grupo reunido para assistir o protagonista derrotar o grande vilão com um poder repentino, porém, com um jeito que apenas Fullmetal tem e que faz com que, mesmo sendo um clichê, ainda seja um ótimo final.
Ao todo, é uma ótima obra e a recomendo muito.
Dou nota 4 para Fullmetal Alchemist.
Leitura online: Central de Mangás






